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TAXI DRIVER

 21:10h 
coloco meu filho na cama. Eu estava na sua casa, na casa da mãe dele. Aviso a vanessa a nova auxiliar do lar que ele já estava dormindo e que eu iria embora. Chovia muito a mais de 12 horas sem parar. Coloco minha capa de chuva, aquela transparentes que você ganha quando as primeiras gotas começam a cair num set de filmagem. Tava feliz, calmo. desci pelo elevador já com a capa. Na rua um caos. Descendo a Cesário Alvim vejo a rua Humaitá toda alagada. Não tinha calçada! Transito parado. Eu estava de bota, com os pés secos. Aquela capa de chuva quebra um galho. Numa parte da calçada já nåo dava mais para andar. Precisei fazer um desvio e passar pela rua, o trecho era pequeno. Com cuidado e atenção fui. Os carros quase não andavam. Numa questão de segundos sinto algo bater na minha perna. Olho para trás e é um taxi forçando a passagem e me jogando para uma enorme poça de aguá junto a calçada. Falei pro taxista:
- Calma irmão ta tudo alagado, tenha paciência.
Ele não quis nem saber jogou o carro em cima de mim, fui forçado a pisar na poça e afundar minha bota direita na aguá. Passando por mim ele acelerou mais e atropelou meu braço com o retrovisor que quebrou. Não satisfeito ele parou o carro a 2 metros a minha frente e desceu. Aí tudo passou a rodar em camera lenta. A porta se abrindo, e um homem que aparentava uns 30 anos de mais ou menos 1,90m com um porte para 100kg vem em minha direção com os dentes travados e os punhos fechados. No seu olhar: raiva!

Não dá pra calcular a quantidade de coisas que eu pensei no fremer de segundo entre aquele cara vindo em minha direção e a colisão. Respirei fundo, dobrei os joelhos e esperei, com os olhos bem abertos e prestando atenção nos movimetos do tanque que vinha em minha direção me atropelar. A raiva não é um sentimento bom para brigar sabe. A pessoa fica sega e quer te pegar de qualquer maneira. essa foi minha vantagem. Quanto mais perto ele chegava, seu braço direito ía subindo preparando o saco a ser desferido na minha cabeça. Se aquele soco entra tava fudido. Precisava esperar o momento certo pra me defender. Quando ele chegou bem próximo veio o soco. Me abaixei dei uma passo a frente e tentei dar uma "baiana" nele. O soco passou em vão como esperado, mas eu não consegui jogar ele no chão, muito pesado, e provavelmente ele tinha uma noção de jiu jitsu e se defendeu da "baiana" jogando as pernas para trás e jogando seu peso sobre minhas costas. Continuei segurando sua pernas e caimos os dois de joelhos na rua. Pronto, consegui o que queria, imobiliza-lo. naquela posição ele não poderia fazer nada! Era só esperar alguém separar. Eu ouvia a voz de um cara que viu tudo, ele gritava para o taxista:
- larga ele, tu atropelou o cara e ainda quer bater nele. eu vi tudo!
Depois chegou mais um cara e o taxista afrouxou os braços e então soltei as pernas dele. Em pé ele falava:
- vai ter que pagar meu prejuizo do retrovisor
- não vou pagar nada!
E vem ele pra cima de novo, só que dessa vez eu fui para trás de um carro. E ele não conseguia me pegar. O cara que separou conversava com ele. Olhei para seu taxi parado para ver se o retrovisor tinha quebrado mesmo, e vejo um senhor e uma menina de uns 8 anos no máximo chorando compulsivamente na porta do taxi. Ele estava com passageiro. O cara não se conformava em me deixar em paz. o cara que nos separou me disse:
_-Vai nessa irmão.
Saí correndo na direção contrária pisando em todas as poças. Esperei um tempo para voltar pra casa. Só o tempo dele sair da cena do crime. Andado todo molhado em direção a minha casa, encontro com o homem do guarda-chuva que viu tudo.
_- O retrovisor dele não quebrou, só desincachou. Ele tava nervoso!
Contimuei andado sem falar nada. Os passos eram lentos. A sensação era que todo mundo me olhava.
A única coisa que eu pensava era no que eu poderia ter feito para evitar isso. E uma voz ecuou na minha cabeça:
- Você teve tempo de tirar o seu braço esquerdo da direção do retrovisor, mas não o fez!



Escrito por Cadu Fávero às 23h26
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Os homens

eu tinha uns 15 anos
quando vi de fato um cachorro
comendo uma cadela
foi no bairro de são pedro
em juiz de fora.
bairro pobre de passagem
para a granja da minha vô
meu pai tinha descido do carro
pra comprar pão
demorava
pois sempre pedia uma cerveja
e eu da janela vi
o viralata beje de tão sujo
cercar a cadela
malhada de tanta porrada
raivosa mostrava os dentes
para aquele cão babão
que de tanta insistencia 
conseguiu fode-la
é verdade, os homens em volta
riam e se divertiam
um tesão encubado
e a vontade de fazer isso
com suas mulheres em casa
a foda era violenta
o cão com os olhos arregalados
a boca serrada
e a malhada gritava
pouco depois
não sei como aconteceu
o cão estava engatado 
de costas 
com a cadela
e alguns homens
rindo
chutavam
e gritavam:
solta! solta! solta!
de dentro em um bar
ao lado da padaria
uma mulher de 
estatura mediana
com um lenço na cabeça
vem carregando pelas alças
com dois panos de prato para
não queimar a mão 
um panelão
fumegante
e despeja sem dó nem piedade
nos cachorros 
que imediatamente 
se soltaram
e cada um foi para um lado 
da rua
em uivos de dor
e a vaca da mulher falou para os homens
que chutavam:
vocês ficam judiando dos bichinhos
não adianta chutar
só solta com água
fervendo



Escrito por Cadu Fávero às 23h23
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eclétic8

sempre procuro...

quero encontrar

especial de mais...

pelo tempo que tardia.

Em cada uma...

duas, três notas

de um perfume...

as vezes cinco

confesso...

mas as doze notas

em uma só...

utopia

mas...

8

tem que ter.

pra ser infinito...

 



Escrito por Cadu Fávero às 23h38
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INGENUIDADE

o que mais me machuca é a minha ingenuidade.

toda vez que me decepciono com uma pessoa

não consigo ficar com raiva dela

fico com raiva, mas muita raiva de mim

porque fui cego

em acreditar na profundidade

de uma pessoa superficial.



Escrito por Cadu Fávero às 12h46
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sei o que dizer de ti

escrevi o que queria

leu, depois olhou nos meus olhos.

disse tudo

gosto

mexe de um jeito insistente

um dia...

perto.

já marcado!

a primeira coisa que vou fazer

quando hoje te ver

sorrir!

gosto da adrenalina

desse olhar profano

vou passar mais a mão

sentir o quem vem pelo ar

vou te comer muito!

você mistura

tudo que eu gosto.

 



Escrito por Cadu Fávero às 20h14
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ENSAIO SOBRE TU

TAMANHA BELEZA NAS SUAS CURVAS FINAS

PERFUME NATURAL NA PELE ABSINTA

QUE BOCA  ESSA QUE QUANDO  GEME CANTA

OLHAR QUE PENETRA NA CARNE QUENTE

MENINA MULHER QUE GOZA COMO DEUSA

QUE ME FAZ DE PREZA

QUE DESLIZA NOS MEUS DEDOS FEITO CACHOEIRA

DESAGUA NA CAMA  E SONHA COM AMOR.

QUANDO ACORDA, ME SOBRESSALTO COM SUA BELZA

DE SIMPLES OS PES NUS

O TODO

COMPLETA O MUNDO COM CARINHO

LIVVRE PASSARINHA QUE TEM CORES

BEIJA FLORES

E AMORES

ES BELA

PURA

PUTA

E INDISCUTIVELMETE

ARREBATADORA!



Escrito por Cadu Fávero às 16h21
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E se hoje, mesmo que em silencio

mesmo que ausente

com o pensamento presente

estou aqui

independente se de ti

venha o cheiro bom

o hálito perfumado

o tesão acalorado

e o sexo alimentado

todo dia!

estou aqui

por que sei que é momento

o seu pensamento descontento

seu lamento

desesperado por soluções.

estou aqui

aguardando quieto

que sua fome cresça

e devore o mundo

que você faça

quatro refeições por dia

café da manha

almoço

jantar

e

eu!

estou aqui

independente se o que temos é

namoro ou amizade

aberto ou fechado.

ciúmes de ti, não tenho

faça o que quiser

fique com quem puder

se quiser de até pra mulher.

pois o que vem de você

que me cabe

é o que me interessa

pois é verdadeiramente

meu!

Estou aqui

porque meu alimento é rico

colho todo dia na vida

e tiro frutos até de minhas angustias

sou um caçador de ilusões

e os transformo em sonho!

me masturbo todo dia

com a alegria de um menino

que sente o cheiro no momento

do gozo, daquela em quem meu 

pensamento foi buscar

inspiração!

estou aqui

porque verdadeiramente

acho você

a

coisa mais rica!

 

 



Escrito por Cadu Fávero às 21h12
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Calma!

Calma

alma

salva

molda

solda

solta

volta

revolta

acalma

apalpa

esbalda

saliva

explica

tem?

precisa?

insista!

divirta!

repita!

quantas vezes quiser!

 

 

 

 

 



Escrito por Cadu Fávero às 05h54
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Olhos azuis!

Olhos azuis sempre me encantam

negros me sucumbiram

cor de mel, fico de olho nas abelhas.

jabuticaba fico no pé e não saio

verdes são os meus

mas os azuis....

são nus

desvendam uma alma

que me acalma

que me acende

me prende assim...

de repente

sente

que faço?

estremeço

e os seus

são mais azuis que brigadeiro

luz

doce que me alimenta

dessa boca rosa

como se o dia terminasse

com nuvens ao longe

permitindo 

que a noite seja

o azul mais azul

de tåo

azul

é negro!

aí sim brilha

cada estrela

com sua

cor

mas a maioria...

simplesmente

AZUL

 

 

 

 



Escrito por Cadu Fávero às 03h52
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De volta!

Depois de quase 20 dias sem computador, volto em grande estilo. mudei para MAC. Estou gostando muito. Que sistema incrível!

Espero que eu escreva muito esse ano!



Escrito por Cadu Fávero às 13h52
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DOIDINHO

Ontem encontrei meu pai.

Por algumas horas me reconheci.

Dentro daqueles olhos embaçados pela catarata

Pude reconhecer o menino que eu era.

Aquele que ficava com febre quando ele sumia.

Que pulava no seu colo quando aparecia.

Que invadia o maracanã nas tardes de domingo.

O primeiro a festejar quando ganhava.

O ultimo a sair quando perdia.

Maluco de pedra esse coroa.

Tomamos algumas cervejas.

Ele é muito engraçado.

Por fora a cara toda marcada por rugas.

Por dentro mais jovem do que eu.

Rico no passado.

Salário mínimo no presente.

Nem se importa.

Vive assim desprendido.

Descabido.

Inconseqüente.

Delinqüente.

Safado.

Pirado

Cuzão.

Paizão!



Escrito por Cadu Fávero às 14h15
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DE UM GRANDE CAMARADA

Astronauta de piscina, por Victor Hugo Cecatto


Saio do boteco da esquina, almoçado e quatrochoppado
eh ssábado 2 e 15 da tarde no leblon, 17 de abril no calendario
embarco na kombi rumo ao botafogo... praia cheeeeia, sol radiante
mar azul... as contas estao todas pagas... sigo para um trampo
ou melhor soh tenho de acompanhar uma montagem cenográfica que criei.
sento no banco da frente... vamos eu e o motorista.
puxo a superbonder do bolso da camisa,
me olho no espelho, tiro os tres dentes da frente: uma protese miseravel
provisoria que vive quebrando e jah nao aguenta mais esperar os implantes...
coloco bonder nas duas extremidades, aproximo da boca e: ah!!! ficou perfeito...
aih penso: putz eu era um chato quando criança, nao bebia leite de jeito
nenhum... só fui começar a mamar lá pelos dezoito... aih o estrago já estava feito:
fui criado sem cálcio, mesus dentes já estavam todos fodidos...
afasto esse pensamento, sorrio para o espelho e ...gosto!
gosto doque a superbonder faz por mim: ai brô, mó sorriso maneiro...
e as pessoas todas lá na praia ... com os seus bundoes na areia...
todo aquele leite guardado, em todas aquelas tetas, e os meus
dentes aqui todos podres... e nao tem naque se possa fazer...
sera q chega uma hora que vc comeca a ficar contente?!
sera que chega num pedaço do filme que vc comeca a achar bom?!
putz eu acho a maior aventura viver... passo por momentos divinos
como esse na kombi colando os meus dentes...
mas na maioria do tempo eu costumo achar a vida tao chata...
eh isso mesmo: se baixasse uma venusiana aqui agora e me perguntasse:
terrestre, alto lá!!! oque voce acha da vida?! da existência?!
eu diria sem pestanejar: eh muito boring! eh basicamente movida a quimica:
ten uns relampagos de chope, umas explosoes de cocaina, umas tonteiras
de orgasmos... mas isso é só 1% to tempo... os outros 99 sao muuuuito!
muuuuito chatos mesmo!!!
ah!!! oque é isso cara?!?!
sério???
sério!!!
seja honesto, muuuuiito sincero com vc mesmo e me diga?!
- ok pode ser que para deus seja 10% heaven e 90% hell...
mas Deus meu chapa, Deus deve ter umas quimicas du caralho!!!!
segue a kombibranca agora já na avenida atlantica... entramos em copa
e ... mais areia branca, mais mar azul mais peitos e bundas
espalhados pela areia...
- cara que ceu azul!!!
quando eu tinha uns 12 anos eu adorava
soltar todo o ar que existia nos meus pulmões e deitar no fundo da piscina...
eu caia até lá embaixo e ficava olhando céu...
eu me sentia meio astronauta: fica voando lá pelo fundo da piscina...
acho que passei a metade dos meus veroes de garoto debaixo dagua... voando...
lah pelos 16 me boiaram umas ideias meio suicidas...
e os veroes me vieram com muito mais chuva!
"and i'm happy when it rains" (jesus e mary chain - darklands)
ateh hoje eu fico\incrivelmente feliz quando chove...
eu me lembro de estar no clube morto no fundo da piscina
enquanto todos meus amigos, abrigados da chuva lanchavam
olhando o ceu chover em mim: astronauta chumbado la no fundo,
tentando ver se conseguia morrer: parar de respirar mesmo
olhando a beleza daquelas nuvens negras...
ia dando uma tontura... uma tontura,
e o peito parecendo que ia estourar,
e eu sempre voltava a tona...
e num unico movimento enchia os
pulmões e descia ao fundo para morrer de novo...
mas no fundo no fundo
da piscina,
eu encontrava
os meus 1%, cara venusiana...
- mas e o resto?!
- o resto?
- o resto eu te garanto:
é pura dor.
..






Escrito por Cadu Fávero às 15h46
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SIMPLES ASSIM

Pelado diante do inevitável

La fora o vendo, aqui dentro o vácuo

Na cabeça espasmos

No peito cantigas de crianças

Sempre trágicas

Tento esquecer o que nunca lembrei

Entendo pelo que sei não pelo que sou

Fugindo, me encontro

Fecha uma porta, abre uma janela

O sol não é capaz de aquecer o gelo de um coração

Só o amor

As manhãs não existem mais

Fazem parte do fim da madrugada

Não durmo, apago

O fim da tarde é meu despertar

Não acordo, sobressalto

Café, tomo com leite

Ressaca, tomo com água

Cerveja, tomo com sede

E a vida?

Ë cheia de surpresas

E vazia pela sua inevitável superficialidade



Escrito por Cadu Fávero às 14h34
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DEPOIS DA CHUVA

Pilhado. Com os olhos voltados para dentro. Tentando achar uma saída para as elucubrações. Tento desesperadamente ser eu mesmo. Consigo com meus amigos sinceros. Eles de certa forma vêem o mundo dentro da mesma lente de aumento. Alguns distorcem mais, outros menos, mas é a mesma lente. Fora esses eu tento. Tento não ser estúpido com os chatos. Faço força pra sorrir em festas armadas. Seguro pra não rir na cara dos fúteis. Mas não consigo nada disso.
Outro dia num bar, no meio de muita gente, não tinha vontade de pensar em nada que estive fora de mim. As impressões que tirava eram sobre meu comportamento naquele lugar junto aquelas pessoas. Falava-se muito sobre nada e isso irritava. Pensamentos voavam. As pessoas cobravam a presença. Talvez elas estivessem certas. Mas eu não enchia o saco de ninguém. Tava na minha. No meio da multidão, mas sozinho. O que me prendia ali era o Jack dentro do meu copo. Quanto mais se cuspia ignorância, mais eu me perguntava: O que estou fazendo aqui? É a porra do Jack. Aqui o Jack é barato. Nove reais a dose dupla. Imperdível! Podia ter levantado da mesa claro. Devia ter levantado da mesa! Mas tava cheio o bar. Em pé tava difícil de ficar. Levantar era pra engatar a primeira e ir. Afundado na cadeira, enfim me esqueceram. Pude por alguns momentos mergulhar naquela confusão de frases que se falava ao mesmo tempo e distanciar delas. Só minha voz eu escutava na cabeça. O som das pessoas ficou tão baixo que parecia chiado de chuva. Nesse conforto eu viajei muito.
Em certo momento tocam no meu ombro. Era o garçom: Bonitão vai dormir aqui hoje?
Cadeiras levantadas. O que se ouvia era som de uma vassoura esfregando o chão. Não tinha ninguém. Acho que a chuva espantou todo mundo. Pendurei a conta e parti. O que pensei em todo esse tempo que chovia? É uma boa pergunta. A sensação era de bem estar. Depois que resolvi não ignorar o sofrimento, saio dele mais feliz.



Escrito por Cadu Fávero às 18h15
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Estou com fome!

Escrito por Cadu Fávero às 15h24
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